Receita Federal emite o primeiro CNPJ alfanumérico da história do país
PUBLICADO 31/07/2026
Receita Federal emite o primeiro CNPJ alfanumérico da história do país
A Receita Federal do Brasil gerou, no dia 31 de julho de 2026, a primeira inscrição de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico, marcando o início oficial do novo modelo de identificação cadastral do país. A inscrição histórica foi emitida para uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12. Essa transição visa expandir a capacidade de geração de novos registros para acompanhar o crescimento econômico e as novas demandas da Reforma Tributária do Consumo, garantindo a sustentabilidade do sistema pelas próximas décadas. O órgão realiza o acompanhamento e o monitoramento contínuo da implementação, avaliando o desempenho dos sistemas e a integração com ambientes internos e externos.
Para as empresas já registradas, a mudança é nula e não altera direitos, obrigações ou a situação cadastral vigente. Os CNPJs antigos continuam plenamente válidos e não precisam ser substituídos. O novo padrão impacta apenas as novas inscrições, que agora misturam letras e números. Contudo, novos CNPJs compostos estritamente por números ainda poderão ser emitidos temporariamente, já que o limite de combinações puramente numéricas do sistema não foi totalmente esgotado.
O ecossistema empresarial, incluindo órgãos públicos, instituições financeiras e desenvolvedores de software, deve realizar adequações imediatas para validar, armazenar e processar códigos alfanuméricos. É urgente revisar cadastros de clientes, fornecedores e parceiros, além de sistemas de emissão e recepção de documentos fiscais, ERPs, softwares contábeis, soluções de faturamento, aplicações de controle de acesso e regras de validação antigas que aceitavam apenas números. A falta de atualização pode causar falhas graves de integração, rejeições de processos e dificuldades de cadastramento. A transição ocorre de forma coordenada com entidades do setor de tecnologia, e a emissão dos novos CNPJs alfanuméricos será feita de modo gradual ao longo de 2026, priorizando poucas empresas neste período inicial para assegurar a estabilidade e a segurança de todo o ambiente tributário brasileiro.