Geral

Senado aprova MP do Frete sem valor do piso para caminhoneiros

Geral

PUBLICADO 14/07/2026

Senado aprova MP do Frete sem valor do piso para caminhoneiros

O Senado aprovou, nesta terça-feira (14/7), o substitutivo da Medida Provisória que institui o piso do frete rodoviário.

A aprovação se deu após negociações sob pressão de caminhoneiros e segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sob relatoria do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), a medida sofreu mudanças redacionais, evitando que a análise volte para a Câmara dos Deputados. A principal delas é a supressão do valor de R$ 5 mil como piso salarial de transportadores celetistas.

A MP perderia a validade, caso não fosse votada até esta quinta-feira (16/7), e ficou parada no Senado desde 30 de junho, irritando entidades representantes de caminhoneiros, que anunciaram greve a partir dessa segunda-feira (13/7), em uma tentativa de pressionar o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Nesta terça, o senador criticou as mudanças que a proposta original do Palácio do Planalto teve durante a tramitação na comissão mista, onde foi relatada pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC).

“A medida provisória foi substancialmente modificada pelo relator na comissão mista, inserindo temas que sequer eram tratados no texto principal encaminhado pelo governo federal.I...] Muitos colegas senadores, eu quero dizer publicamente, desejavam que nós não deliberássemos essa matéria. Esse era o desejo de uma parte significativa de senadores que não compreendiam que o texto tinha sido melhorado ou aprimorado para a deliberação no plenário”, declarou.

Nessa segunda, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), se reuniu com representantes da oposição para costurar um acordo e viabilizar uma votação antes do prazo.

Um dos principais pontos do acordo envolveu o piso salarial dos motoristas profissionais. O entendimento manteve a criação de um piso nacional para caminhoneiros que atuam no transporte de cargas de longa distância, mas retirou do texto o valor de R$ 5 mil aprovado pela Câmara.

O montante deverá ser definido posteriormente por meio de regulamentação.

Receba as novidades
Cadastre-se na nossa news