PUBLICADO 03/12/2025
Dezembro Laranja reforça cuidados contra o câncer de pele
O Dezembro Laranja é o mês dedicado à conscientização e prevenção do câncer de pele, o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Secretarias de saúde utilizam esse período para reforçar orientações importantes à população, alertando sobre cuidados essenciais, fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce da doença.
Os raios ultravioleta emitidos pelo sol são o principal agente causador do câncer de pele. Por isso, a proteção solar deve ser um hábito diário e constante desde a infância. Isso inclui o uso de roupas adequadas (preferencialmente com proteção UV), chapéus, óculos escuros e protetor solar reaplicado ao longo do dia, especialmente em regiões com maior exposição solar e entre trabalhadores do campo. Agricultores, pescadores e profissionais que atuam longos períodos ao ar livre estão entre os grupos de maior vulnerabilidade.
O Câncer de pele compreende tumores que se originam nas células cutâneas (pele). Os dois principais grupos são o do câncer de pele não-melanoma (carcinomas basocelular e espinocelular), mais frequente, geralmente de crescimento mais lento e com alto índice de cura se descoberto cedo, e o câncer de pele melanoma, menos comum, porém, mais agressivo, e com maior risco de metástase se não for tratado precocemente.
A estação verão eleva a incidência de raios ultravioleta, o que aumenta o risco de lesões de pele pela exposição solar. No meio rural, trabalhadores da lavoura estão entre os mais vulneráveis, devido às longas horas de trabalho expostos ao sol. Outro fator relevante é a pele muito clara que não se bronzeia, apenas “fica vermelha”, o que aumenta o risco de desenvolver a doença.
A médica e referência técnica Morgana Stelzer Rossi, explica que o câncer de pele pode se manifestar de diferentes formas e reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para aumentar as chances de cura da doença. “Observar manchas que coçam, descamam ou sangram; feridas e nódulos que não cicatrizam em até quatro semanas; pintas (sinais) que mudam de cor, tamanho ou formato, nódulos.
Tratamento
O tratamento do câncer de pele pode variar de acordo com o tipo e grau da lesão. A escolha do tratamento é individualizada, levando em consideração a eficácia, os possíveis efeitos colaterais e o impacto na qualidade de vida do paciente
O câncer de pele não melanoma surge nas células da pele que não produzem melanina, é comum e possui baixa letalidade. Seu tipos mais frequentes são:
- Carcinoma basocelular (CBC), costuma aparecer como um nódulo ulcerado, avermelhado, brilhante e com crosta central que sangra facilmente, podendo também parecer uma lesão de eczema ou psoríase.
- Carcinoma espinocelular (CEC), geralmente surge em áreas com danos causados pelo sol, formando ferida espessa, avermelhada, descamativa, que sangra e não cicatriza, podendo lembrar uma verruga.
Em geral, esses tipos têm uma alta taxa de cura quando tratados precocemente e os tratamentos incluem: cirurgia excisional, que é a retirada da lesão com margens de segurança, um tratamento é padrão; a cirurgia de Mohs, que é indicada para áreas delicadas do rosto ou tumores recidivados; realização de terapias tópicas com o uso de imiquimode e 5-FU para lesões superficiais; a crioterapia que consiste na destruição das células comprometidas com auxílio do nitrogênio líquido, para as lesões pequenas; a radioterapia uma alternativa para quem não pode realizar cirurgias ou para portadores de tumores avançados, além das terapias sistêmicas, que são como inibidores de Hedgehog (para CBC avançado) ou imunoterapia (CEC avançado).
O Câncer Melanoma, tipo de tumor mais agressivo, exige uma abordagem mais ampla. O tratamento depende do estágio da doença, da localização do tumor e também da saúde geral do paciente. Suas vias de tratamento podem incluir a remoção cirúrgica do melanoma; a utilização de imunoterapia; terapia-alvo; quimioterapia e a radiação.
Dicas de prevenção para o dia a dia
Evite exposição solar entre 10h e 16h, período em que a radiação ultravioleta é mais intensa. Caso precise se expor, use protetor solar com fator de proteção adequado (FPS 30 ou maior), aplicando novamente a cada 2 horas ou após transpiração excessiva.
Utilize roupas com proteção UV, especialmente no caso de trabalhadores expostos constantemente ao sol, como agricultores, pescadores, coletores de limpeza pública e demais profissionais que atuam ao ar livre.
Em parques ou durante a realização de caminhadas, se possível, prefira áreas sombreadas e busque proteção física sempre que possível.
Use acessórios de proteção, como chapéus de aba larga, óculos com filtro UV e camisas de manga longa.
Faça o autoexame da pele, observando manchas, pintas, feridas ou qualquer alteração suspeita.
Evite bronzeamentos artificiais, que aumentam significativamente o risco de melanoma.
É importante também redobrar o cuidado com as crianças e pessoas idosas durante o tempo de exposição solar. As queimaduras solares na infância aumentam o risco de câncer de pele na vida adulta e os idoso geralmente têm a pele mais sensível.
Diagnóstico e atendimento
O SUS oferece o atendimento em todo o Brasil. Ao notar qualquer alteração suspeita na pele, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima a sua residência. Após consulta e avaliação clínica, o paciente poderá ser encaminhado para exames e para a regulação, com direcionamento ao especialista, como dermatologista ou cirurgião, conforme disponibilidade de vaga.